Introdução

O termo “diálogo” pressupõe troca de pontos de vista entre duas pessoas ou grupos de pessoas. O pensamento formula pontos de vista, idéias e estas tomam forma, na visão positivista de Saussure, através da linguagem. A linguagem é essencialmente diálogo. Afirmam os filósofos que o homem só se compreende quando se encontra e dialoga com seus semelhantes. O diálogo franco, aberto, leal, filtrado de espertezas, artimanhas, embustes, resulta proveitoso para as duas partes que o entabulam. Através do diálogo O ser humano aumenta seu cabedal de conhecimentos, amplia seu círculo de amizades, apara arestas com aqueles com quem mantêm litígios, faz crescer O mundo interior. Encontra-se, enfim, com o Ser.

Diálogo é uma comunicação de duplo sentido. Ora uma das partes é o emissor e a outra o receptor; ora esta é o emissor e a outra o receptor. Não há perdas. Ambos os interlocutores ganham.

Quando o processo de comunicação perde esta bipolaridade, não se pode falar em diálogo, mas na existência de um sistema rígido em que há um único emissor e um único receptor.

Encontra-se em curso no Brasil desde o ano de 1982 um encontro, dito “dialogal”, entre católicos e judeus, denominado “Diálogo Católico-Judaico” (DCJ), que acaba de realizar em Curitiba, Paraná, nos dias 22 e 23 de novembro de 1998, a IX ASSEMBLÉIA DA COMISSÃO NACIONAL DE DIÁLOGO CATÓLICO-JUDAICO.

Da referida Assembléia resultaram cinco resoluções que negam a existência de um diálogo entre católicos e judeus, pelo menos do modo como é entendido esse processo de comunicação. Essas deliberações obrigam uma das partes em favor da outra, sem qualquer contrapartida.

Consultando-se o documento inicial elaborado pelos representantes do catolicismo e do judaísmo brasileiros, chega-se facilmente à mesma conclusão: uma das partes se doa em favor da outra, assumindo, inclusive, compromissos ridículos e desmoralizantes. Como cedentes aparecem, invariavelmente, os católicos, e como beneficiários únicos, os judeus.

Certamente a grande maioria dos católicos brasileiros desconhece os detalhes dessa verdadeira traição que se faz aos vultos mais proeminentes da Igreja, inclusive a Jesus Cristo, aos Santos Apóstolos, Santos Papas, inúmeros Santos e Doutores da Fé Cristã, que escreveram uma história de vinte séculos, hoje em boa parte renegada para agrado daquele que foi, em todos os tempos, o inimigo maior e mais odiento do cristianismo.

Prepare-se, leitor, para tomar conhecimento de fatos e decisões que foram tomadas à revelia de seu conhecimento, através de um “diálogo” unilateral, em que os representantes de sua Igreja, imitando Judas Iscariote, revogaram decisões inquestionáveis, retiraram santos dos altares da veneração para jogá-los no fogo do Infemo, reprovaram atos de Santos Papas, admitiram que a Igreja católica teve um passado que foi um suceder de erros…

Tudo isso a troco de quê?

Por um punhado de moedas? Por medo? Por ignorância?

Julgue você, leitor. Tome conhecimento do que se irá revelar e tire suas próprias conclusões.

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