Diálogo ou Monólogo

Nos dias 22 e 23 de novembro de 1998, reuniu-se em Curitiba-PR, a IX ASSEMBLÉIA  DA COMISSÃO NACIONAL DE DIALOGO CATÓLICO-JUDAICO, patrocinada pela CNBB e órgãos diretivos do judaísmo no Brasil.

Desde o dia 7 de fevereiro de 1981, quando, por iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, formou-se pela primeira vez uma Comissão Nacional de Diálogo Religioso Católico-Judaico, inúmeros fatos e deliberações inacreditáveis vêm ocorrendo, a maioria deles desconhecidos da massa católica brasileira.

O livreto “Estudos da CNBB nº 46“, intitulado “Guia para o Diálogo Católico-Judaico no Brasil“, é a cartilha inicial do giro de l80° dado pela cúpula da Igreja Católica no trato com o judaísmo. Resultado do trabalho conjunto dos membros da Comissão Nacional do Diálogo Religioso Católico-Judaico, destaca, logo de inicio (p. 8), que “de 1965 (ano de publicação da “Nostra Aetate” – documento anexo aos protocolos do “Concílio Vaticano II“) até hoje, estabeleceram-se mais contatos positivos (entre a Igreja Católica e o judaismo) do que em todos os 1900 anos anteriores“.

A primeira conclusão a que se chega, é que os eflúvios da modernidade vieram corrigir 19 séculos de “erros” dos Santos, Papas e Doutores da Igreja, todos mergulhados no “obscurantismo” e nas “falsas concepções teológicas“. A surpreendente declaração da CNBB manda rasgar 19 séculos de história do catolicismo, pois “a Igreja deplora os ódios, as perseguições, as manifestações anti-semitas dirigidas contra os judeus em qualquer época e por qualquer pessoa“. (Estudos da CNBB, n° 46, p. 8)

Esta confissão de “erro” e “culpa” retira dos altares da veneração dezenas de Santos canonizados ao longo desses 19 séculos de “equívocos da Igreja“. Personalidades veneráveis – como Santo Agostinho, São Bernardo, São João Crisóstomo, São Cirilo, Santo Atanásio, São Jerônimo e outros tantos, canonizados por sua luta contra as heresias e o judaísmo -, foram equiparados aos membros da Cheka soviética (composta por judeus, em percentual nunca inferior a 90%, cuja missão principal era “exterminar insetos daninhos“, isto é, todo aquele que se opusesse ao regime). Ao invés de ocuparem lugar proeminente, de serem alvos do reconhecimento e admiração dos católicos, foram todos eles jogados no “fogo do inferno”, como Dzerzhinsky, Limbert, Vogel, Deipkyn, Bizensk, Razmirovich, Sverdlov, Janson, Kneiwitz, Finesh, Delanofl’, Ziskyn, Scholovsky, Zakis, Knigkisen, Ripfkin, Katz, Woinstein e várias centenas de carrascos bolchevitas1.

A partir de fevereiro de 1965, quando a Igreja Católica decidiu renegar seu passado e condenar atitudes de Santos, Papas e Doutores renomados, sua credibilidade tem sofrido abalo considerável e irreparável, porque nenhuma estrutura consegue sobreviver à destruição de seus alicerces.

Durante a IX ASSEMBLÉIA ANUAL DA COMISSÃO NACIONAL DE DI.ÁLOGO CATÓLICO-JUDAICO, presidida por Dom Ivo Lorscheiter, foram tomadas cinco resoluções que levam ao
pasmo qualquer pessoa de mediana inteligência, e muito mais aos católicos brasileiros. Para estes, outro sentimento não resta senão os de consternação, de dúvida e de perplexidade ante o teor de duas daquelas resoluções. Elas põem à mostra a subserviência e até a pusilanimidade dos católicos signatários das resoluções tomadas em Curitiba. O “Jornal Israelita do Brasil“, de circulação nacional e internacional (Ano 4, n° 48), divulgou ao Brasil e aos países onde é distribuído, destacando “o estreitamento dos laços das comunidades católicas e judaicas2, o teor daquelas resoluções. Ei-las:

  1. Que a CNBB dirija pedido formal à Santa Sé demandando que a causa da beatificação do Papa Pio XII não seja concluída antes de que se cheque a seu termo o estudo da documentação Vaticana, realizada pela comissão conjunta de experts judeus e católicos. (O grifo é deste autor.)
  2. Que as Edições Loyola, em caso de nova edição do documento “Nós Recordamos“, providencie a revisão do texto por peritos judeus, visando algumas correções, como por exemplo: “A Shoá“, em vez de “O Shoah“. (Os grifos são deste autor.)
  3. Que os núcleos do DCJ aprofundem, em nível local, os estudos já desenvolvidos sobre o Judaísmo e Cristianismo do l Século da Era Comum, e desenvolvam trabalho junto às camadas mais populares que ainda não foram esclarecidas em relação .a temas como, por exemplo, os Fariseus e os Evangélicos
  4. À luz do estudo da Igreja sobre a Inquisição, e tendo em vista que o ano 2000 coincide com os 500 anos de descobrimento do Brasil, que os núcleos do DCJ desenvolvam estudos sobre as relações entre o Judaísmo e o Cristianismo nesse período.
  5. Que a CNBB solicite ao Ministro da Justiça e ao Secretário Nacional de Direitos Humanos providências no cumprimento da Constituição em relação à Editora Revisão, de Porto Alegre, que continua a editar obras de caráter anti-semita.”

A primeira conclusão óbvia a que se chega, depois de uma análise perfunctória dessas resoluções, é a de que todas elas, sem exceção, atendem a interesses exclusivamente judaicos, tendo sido, pelo que se depreende, impostas unilateralmente, pelos membros judeus que compõem o Diálogo Católico-Judaico (DCJ). Isto, aliás, não causa espanto para quem conhece O teor do “Estudos da CNBB n° 46” (Guia para o Diálogo Católico-Judaico no Brasil“, publicado em 1986, pelas Edições Paulinas), marco inicial da capitulação do catolicismo brasileiro em favor da suserania judaica. (Este documento será analisado e discutido posteriormente.)

Por enquanto, cabe ao leitor um breve esforço de imaginação. Tendo em vista as resoluções da IX ASSEMBLÉIA ANUAL DA COMISSÃO NACIONAL DE DIÁLOGO CATÓLICO-JUDAICO, tente responder como ‘reagiriam os judeus se os católicos tentassem incluir dentre as resoluções os seguintes pontos hipotéticos:

  1. Os judeus se comprometem a revisar o Talmud, eliminando todas as referências depreciativas aos cristãos, a Nosso Senhor Jesus Cristo e à Santíssima Virgem, freqüentemente chamada de prostituta (stada).3
  2. Os judeus se comprometem a submeter todos os nomes propostos à galeria de veneráveis à apreciação prévia de uma comissão conjunta de experts judeus e católicos, não tomando qualquer deliberação à revelia dos resultados dessa comissão, mesmo que estes sejam transferidos para as Calendas gregas.
  3. Os judeus se comprometem a solicitar ao Ministério da Justiça e ao Secretário Nacional de Direitos Humanos a retirada de circulação de todas as publicações e filmes pornográficos que assolam o pais, destruindo os valores morais, incentivando a licenciosidade, ridicularizando os sacerdotes e os católicos praticantes, conduzindo as pessoas para o individualismo egoistico e o consumismo desregrado, para o uso das modas loucas, para a prostituição das artes, para a disseminação dos vícios, enfim, para a consolidação do materialismo satânico.
  4. Os judeus se comprometem a solicitar às autoridades competentes a investigação criteriosa das origens e relações de subordinação das seguintes entidades que combatem o catolicismo, negam a Jesus Cristo e/ou tramam contra a soberania nacional brasileira: Maçonaria, Movimento Nova Era, Diálogo interamericano e Christian Church World Council.4
  5. Os judeus se comprometem a provar de uma vez por todas, a fim de silenciar os revisionistas e os católicos cépticos (como o Papa Pio XII), que pelo menos um judeu foi gaseado em Auschwitz, onde teriam perecido pelo menos 1,5 milhão nessas circunstâncias. (Até bem pouco tempo a cifra era de 4 milhões.)
  6. Os judeus se comprometem a divulgar pela totalidade da imprensa mundial, ou pelo menos na maioria absoluta dos órgãos que se encontra em suas mãos, que a propalada existência de câmaras de gás em Dachau, Mauthausen, Gross Rosen, Buchenwald, Bergen-Belsen, Ravensbruck, Oranienburg, Sachsenhausen, Neuengamme, Osnabruck e nas dezenas de outros campos situados na Alemanha, Áustria e Tchecoslováquia, embora até hoje mostradas em filmes e documentários (como o Jomal da Globo, com referência a Dachau, meses atrás), não passa de propaganda mentirosa.
  7. Os judeus se comprometem a demonstrar que nada tiveram a ver com o genocídio bolchevista, que vitimou mais de 95 milhões de pessoas no mundo inteiro, sendo entre 50 e 60 milhões apenas na União Soviética. E que tampouco integraram maciçamente a Cheka e o NKVD, órgãos responsáveis pelo assassinato na URSS de centenas de bispos e milhares de sacerdotes (dentro do “paraíso soviético” os números são até hoje escamoteados). E que também não contribuíram para o assassinato, na Espanha, de 11 bispos, 4.550 padres, 2.400 monges e 283 freiras.
  8. Os judeus se comprometem a comprovar que os processos de canonização de Santo André de Lucens, São Domingos de Saragoça, São Hugo de Lincoln, São Werner de Wessel, São André de Rinn, São Simão de Trento, São Nino de La Guarida e São Joannet de Colônia, nos quais consta que foram sacriñcados em ritos satânicos judaicos, não passam de farsa montada pelos Papas Sixto IV, Sixto V, Gregório XIII e Bento XIV5.
  9. Os judeus se comprometem a comprovar que os registros da Igreja, com referência aos assassinatos rituais de outras 40 crianças cristãs, muitas delas beatificadas, não passa de grosseira mentira de Santos Papas da Igreja e das comissões de investigação.
  10. Os judeus se comprometem a admitir que os 30 mártires brasileiros, brutalmente assassinados, em 1645, nas cidades de Cunhaú e Uruaçu, no Rio Grande do Norte, e que serão beatificados pela Igreja Católica em 1999, pereceram sob as ordens do judeu flamengo Jacob Rabbi, dentre eles os padres André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro; que, na ocasião, 150 pessoas foram chacinadas, tendo muitas delas as línguas e olhos arrancados, braços e pemas extirpados “enquanto ainda vivas“, que mulheres e crianças que aguardavam a volta dos homens foram “violentadas e mortas“.
  11. Os judeus se comprometem a provar que a irmã carmelita Edith Stein, hebréia convertida ao catolicismo, foi executada em câmara de gás de Auschwitz, por ser judia6.
  12. Os judeus se comprometem a dar explicações convincentes sobre o fato narrado pela “Folha Ilustrada“, de São Paulo, com referência às “Polacas“, isto é, às prostitutas trazidas da Europa para serem exploradas por caftens judeus. (Não se trata de caso isolado pois, de acordo com a historiadora Beatriz KUSHNIR (“Baile de Máscaras“, Editora Imago), “essas mulheres comercializadas no Brasil” teriam sido entre 200 e 300.)

Tendo em vista as resoluções 3 e 4, referentes à pesquisa histórica, justo seria os católicos inserirem alguns dos seguintes questionamentos, visando equilibrar as pretensões da outra parte:

  1. Os judeus se comprometem a contribuir de uma vez por todas na apuração dos responsáveis pelo crime de “deicídio“, definido pelos principais lexicógrafos do mundo inteiro como “morte que os judeus deram a Cristo“.
  2. Os judeus se comprometem a admitir sua participação no martírio dos primeiros cristãos, como Santo Estevão.
  3. Os judeus propõem investigar os fatos históricos relativos ao século I da Era Cristã (que eles denominam Era Comum). A Igreja católica sugere que a investigação se estenda ao século II, e mais precisamente aos anos de 132 a 135, quando Bar Kohba, um falso messias, foi responsável pelo assassinato de 104 mil cristãos.
  4. Os judeus admitem que foi através de Simão, o Mago, “judeu convertido”, que foi criada a primeira seita herética destinada a destruir o cristianismo.
  5. Os judeus admitem que foi Arrio, outro “judeu convertido“, o fundador da mais importante seita herética a pôr em risco à sobrevivência do cristianismo.
  6. Os judeus admitem que em praticamente todos os países onde se fixaram após a expulsão da Palestina, procuraram usufruir de direitos que extrapolavam os dos nacionais – como ocorreu na Polônia sob o reinado de Boleslau, o “Piedoso” -, atraindo contra si a ira dos espoliados.
  7. Os judeus admitem que se aliaram aos mouros conquistadores da Espanha, assassinando cristãos e assumindo o encargo de expoliar economicamente os naturais do país ibérico.
  8. Os judeus admitem que seu translado da Espanha para Portugal, nos últimos anos do século XV, quando Aragão e Castela expulsaram os mouros, e eles, por sua vez, foram considerados indesejáveis, resultou de uma farsa. Os “marranos” espanhóis transformados em “cristãos-novos” portugueses, não foram mais do que atores de uma grande farsa impingida à Coroa lusitana. (Como registrou o poeta baiano Gregório de Matos, “os cristãos-novos tinham na mão o rosário… e no coração… as contas“.)
  9. Os judeus admitem que, transladados para o Brasil, tão-logo o rei de Portugal se deu conta do erro que cometera em recebê-los, açambarcaram o comércio do pau-brasil (através de Fernando de Noronha); assenhoraram-se da maioria dos engenhos de açúcar; monopolizaram o tráfico de escravos; tramaram o domínio holandês, quando o Brasil esteve subordinado à coroa espanhola; lideraram a “ladroeira do estanco” no Maranhão (de acordo com Gustavo BARROSO, João Francisco LISBOA, J .M. de MACEDO, Visconde de TAUNAY e outros historiadores); especializavam-se no rendoso contrabando; deram causa às guerras dos Emboabas (Minas Gerais) e dos Mascates (Pernambuco); subjugaram o Brasil através da ciranda de empréstimos pós-independência; e sugam, hoje, tudo o que podem, por intermédio de instituições por eles controladas (FMI e Banco Mundial, por exemplo), indiferentes à miséria de milhões de brasileiros e aos apelos do Vaticano contra a ganância dos insensíveis.
  10. Os judeus admitem que na atualidade o Brasil não foge à regra do denunciado pelo Cardeal Josef GLEMP, Primaz da Igreja Católica polonesa (“O poder dos judeus repousa sobre os meios de comunicação, que estão à sua disposição em várias partes do mundo.” – In: Revista “Veja“, 06 de setembro de 1989). Os principais órgãos de comunicação do país (jornais, revistas e redes de televisão) lhes pertencem, o que dificulta, sobremaneira, o discurso daqueles que os contrariam.
  11. Os judeus, reconhecendo que o debate com igualdade de oportunidades é o único caminho para a apuração da verdade sobre fatos históricos controversos, e que – corno ressalta o presidente da Associação Mundial de Jornais (WAN), Jaime Sirotsky, “No freedon, no culture” -, renunciam à estratégia de negar a liberdade de expressão aos que lhes contrariam, garantindo irrestrito apoio ao textoconstitucional brasileiro, à Declaração de Chapultepec e ao disposto nos artigos XIX e XXVII da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
  12. Os judeus e as instituições judaicas com sede no Brasil assumem o compromisso de oficiar ao Govemo de Israel, sempre que necessário, instando-o a cumprir as decisões da ONU, mesmo que consideradas desfavoráveis, respeitando como o fazem os demais membros, a soberania daquele organismo internacional.
  13. Que os membros do DC J no Brasil e de outras partes do mundo encaminhem um pedido à vidente VASSULA RYDEN, considerada a mais importante profetisa da atualidade, que seguidamente recebe mensagens de Jesus Cristo e de Nossa Senhora (os quais jamais deixam de responder as perguntas a Eles formuladas), sugerindo que esta lhes faça os seguintes questionamentos:
    1. Tendo em vista as dúvidas do Papa Pio XlI e da hierarquia católica de sua época, de personalidades marcantes do catolicismo da atualidade – como o abade Pierre, e dos historiadores revisionistas da Segunda Guerra Mundial, o que tem o Senhor, Divino Mestre, a dizer sobre a ocorrência ou não do Holocausto judeu, que teria sido perpetrado pela Alemanha nacional-socialista?
    2. Quanto à irmã carmelita EDITH STEIN, recentemente canonizada, o Divino Mestre confirma que ela tenha sido executada em uma câmara de gás de Auschwitz, pelo fato de ser judia?

Eis algumas dentre centenas de proposições objetivas e específicas que os membros católicos do DCJ poderiam apresentar a seus parceiros de “diálogo“, a fim de testar até onde vai sua sinceridade. Seja-lhes conferida a faculdade de escolher cinco dentre estas proposições, a fim de que o rol de resoluções da IX ASSEMBLÉIA ANUAL DA COMISSÃO NACIONAL DE DIÁLOGO CATÓLICO-JUDAICO, ou das que ainda irão realizar-se, não espelhe uma expressão unilateral de vontade. Sim, porque o publicado no “Jornal Israelita do Brasil” estampa o resultado de um monólogo. Desvenda resoluções de uma Assembléia em que uma das partes se submeteu a ouvir e homologar, submissamente, o que a outra decidiu. Pôs à mostra a vigência de um acordo tácito, que pode ser traduzido, como expressaria a sabedoria popular, em “Tudo para mim e para ti, nada“. (“Teus bens são como as coisas do deserto…“)

Isto, aliás, não representou a realidade de um momento específico do DCJ. Não traduziu apenas os resultados da IX ASSEMBLÉIA. Repetiu, isto sim, a tônica do que vêm ocorrendo desde 27 de fevereiro de 1981, quando a CNBB, por iniciativa própria, formou pela primeira vez uma Comissão Nacional de Diálogo Religioso Católico-Judaico.

Desde então, nenhum proveito resultou para o catolicismo. Basta ler-se o “Guia para o Diálogo Católico-Judaico no Brasil” e os documentos que O sucederam até a publicação dos Anais da IX ASSEMBLÉIA ANUAL DA COMISSÃO DE DIÁLOGO CATÓLICO-JUDAICO”. O que foi dado observar, invariavelmente, foi a mesma parte cedendo e a outra colhendo proveitos.

A primeira constatação que se faz, e que para muitos é possível que tenha passado despercebida, reside na troca de designação do organismo. Em 1981, por iniciativa da CNBB, denominava-se “Diálogo Religioso Católico-Judaico”, restringindo a pauta de discussões aos temas teológicos. Não interessava aos judeus esta pauta de debates. Interessava-os dirigi-la para outros rumos. O que trataram de conseguir? Simplesmente a supressão do termo “Religioso“. O organismo passou a designar-se simplesmente. “Diálogo Católico-Judaico” (DCJ), o que permitiu aos espertos membros judeus incluir na pauta, assuntos históricos e políticos, como se observa ao examinar as resoluções da IX ASSEMBLÉIA, realizada no final de novembro de 1998, em Curitiba.

O pior de tudo isso, sob o ponto de vista eminentemente religioso, são as inúmeras heresias cometidas pelos católicos integrantes do DCJ. Heresias que, aliás, partiram da hierarquia mais alta da Igreja.

O católico comum, o fiel pouco enfronhado com Os acontecimentos que se passam nos bastidores de sua Igreja, não desista aqui da leitura deste livreto. A acusação que se faz é realmente grave. Pode coloca-lo em desacordo com este autor, já que vê em Sua Santidade, alguém acima de qualquer suspeita. O que se lhe pede, é apenas um pouco mais de paciência. A grave acusação de que é do próprio Vaticano que emanam as heresias resultantes do Diálogo Católico-Judaico não serão guardadas para mais adiante, de modo a criar um clima de suspense. Basta virar a página para inteirar-se das grandes heresias que vêm sendo cometidas na atualidade, sob a alegação de que a Igreja católica carece de uma “nova imagem“.

A imagem construída ao longo de dezenove e meio séculos já não serve à humanidade dos dias atuais. É preciso mudar. Acertar o passo com o ritmo do rock-and-roll, dos hippies e dos beatniks. A Igreja não pode continuar apegada à missa Tridentina. Afinal de contas, os valores morais e espirituais do verdadeiro cristianismo estão impregnados de mofo e bolor. As igrejas se esvaziam, enquanto as sonoridades frenéticas, históricas e criminosas de Madonna, Michael Jackson e outros, atraem para junto de si dezenas de milhares de zumbis…

Já não é a Palavra de Cristo e dos Santos Apóstolos que atrai as multidões, mas a mídia. E algumas lideranças da Igreja, sem medir conseqüências, entenderam de estender as mãos aos “donos da mídia“, ainda que seus filmes, suas novelas, seus “casos especiais”, os comerciais veiculados não cessem de ridiculanzar o sacro, os sacerdotes, o rito, as “beatas”._.

Para agradar ao “deus terreno” – como ele próprio se intitula (“Deus exibe-se na Terra nas semelhanças do Judeu. Judeu, Judas, Judá, Jevah ou Jeová são o mesmo e único ser. O hebreu é o Deus vivente, o Deus encamado, é o homem celeste…” – Kabala ad Pentateucum, Fol. 97, Col. 43) -, crucifica-se o Salvador uma segunda vez…


1 Vide “Complô contra a Igreja“. de Maurice PINAY. e “Os Genocidas do Século XX“. de Sérgio OLIVEIRA, obras publicadas pela Revisão – Editora e Livraria Ltda. (N. A.)

2 Observe-se que o termo “judeu” aparece aqui em sua acepção correta, ou seja, designa o praticante de uma religião – o judaísmo. Quando conveniente, “judeu” toma outro sentido: identifica os membros de uma “raça“, a fim de enquadrar os críticos do judaísmo sionista na prática de racismo. (N. A.)

3 Vide a obra “El Talmud Desenmascarado!“. da autoria do Reverendo I.B. PRANAITIS. com Imprimatur do Arcebispo Metropolitano M. KOSDOWSKI. (Publicada nos Estados Unidos e em diversos paises. Circula no Brasil a edição peruana – Lima, Editorial La Verdad, 1981. – Pedidos para os Estados Unidos: The Thunderbolt, Inc. – P.O. Box 1211 – Marietta, Geórgia 30060) – (N. A.)

4 Christian Church World Council é a organização internacional autora da “Diretriz Brasil“, cujo objetivo é transferir território amazônico, onde existem reservas minerais da ordem de 3 trilhões de dólares, para a tutela estrangeira (N .A.)

5 Vide a obra de Maurice PINAY (que tem imprimatur da Igreja Católica). “Complô contra a Igreja“. publicada em diversos países. (No Brasil, pela Revisão – Editora e Livraria Ltda.) (N.A.)

6 É possível alguém ser católico e judeu ao mesmo tempo? É possível professar uma religião cristã e outra que nega a divindade de Cristo. e ainda assim ser canonizada pela Igreja?

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